Lead us into temptation

Blog preguiçoso de apoio para as aulas e as viagens do prof. Fontanella

Atrás da porta verde… 23 Abril, 2009

Hoje eu soube, meio tarde é verdade, que morreu recentemente a atriz Marilyn Chambers, que protagonizou uma das histórias bizarras que eu mais gosto na história da publicidade e do marketing. Então fica aqui um post de homenagem.

Marilyn era modelo no início de sua carreira nos anos 70. E, como modelo, pegou um ótimod e um trabalho: foi escolhida para figurar nas embalagens e anúncios do sabão Ivory nSnow, da Procter & Gamble, uma das marcas mais antigas, fortes e tradicionais da empresa. Na caixa do sabão, ela aparecia segurando um bebê, ao lado da mensagem que indicava a pureza do produto: “99,44% pure”.

99,44% pura!

99,44% pura!

Logo que a Ivory consolidou Marilyn como a nova cara de um produto direcionado às donas de casa americanas e distribuído nacionalmente, a doida resolveu explorar novas direções para a sua carreira. É aí que a coisa fica divertida.

99,44% pura?

99,44% pura?

Marylin Chambers participou de um casting para ser a atriz principal do filme Behind The Green Door. Mas durante o teste ela descobriu que se tratava de um filme pornô. Aliás, um dos primeiros grandes filmes comerciais pornôs dos Estados Unidos depois que a legislação permitisse que esse próspero mercado da putaria surgisse no país, já que antes os americanos estavam limitados a filomes contrabandeados da Suécia. Behind The Green Door tinha a proposta de ser um filme pornô com alto investimento, lançamento comercial forte, produção cuidadosa.

Quando descobriu isso, Chambers tentou cair fora. Mas os produtores do filme notaram a beleza dela (ela parecia com a Cybil Sheppard, a “gata” do seriado A Gata e o Rato… se você tem menos de 25 anos, morra!).  Eles insistiram que ela pegasse o papel, e ela fez uma propsta absurda de salário, acreditando que nunca ia ser aceita. os produtores toparam.

99,44 puta? OMG!!!

99,44 puta? OMG!!!

Para piorar, o filme foi também pioneiro ao colocar Chambers em uma cena de sexo inter-racial, transando com um ator negro, o que para os Estados Unidos da época, que ainda estavam lutando para abandonar a cultura segregacionista, era absolutamente escandaloso.

O mais engraçado é que quando ela disse aos produtores do filme que era a “garota Ivory Snow”, eles usaram isso na promoção do filme (anunciando-a como a “garota americana típica”  e fazendo trocadilhos com a “pureza” propagada pelo sabão. A Procter & Gamble, pega de surpresa e desprotegida em uma época que as empresas não faziam contratos seguros com seus garotos propaganda, foi obrigada a recolher embalagens dos supermercados e a publicidade das ruas. Pelo menos eles ofereceram ao mercado o exemplo mais clássico para ter cuidado ao contratar gente doida para endossar produtos.

 

Mídias sociais: comonaofas? 3 Abril, 2009

Arquivado em: Vergonha alheia, social medias — Fernando Fontanella @ 11:33 am
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Ando na correria para adiantar muita coisa do doutorado, o que se soma às aulas e aos meus dois guris. Logo, posto pouco nesse blog enquanto não arranjo mais tempo.

Mas quebro com essa apatia para colocar aquiessa apresentação, que o Tarrask twittou hoje. Nem tem muito a comentar, esse pessoal da DS faz um levantamento preciso de diversos “cases que não deram certo” (para usar uma frase de uma antiga professora da Federal). São ótimos exemplos negativos que nos ensinam exatamento isso: como não fazer.