Lead us into temptation

Blog preguiçoso de apoio para as aulas e as viagens do prof. Fontanella

Wassup 2008 9 Novembro, 2008

Arquivado em: Propaganda eleitoral, social medias — Fernando Fontanella @ 2:21 pm
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Freqüentemente a publicidade faz uma referência a sim mesma como cultura. Nesse caso, a benefício da política, com uso inteligente (mais uma vez) do YouTube (mais de 4.000.000 de views). E o melhor de tudo, o resultado é massa.

A campanha “Wassup” da Budweiser é um clássico, virou cultura popular nos Estados Unidos.

Aproveitando isso, ela pode ser resgatada (com os mesmos atores) para mostrar as mazelas de um desgoverno de 8 anos, dando o gancho para a mudança:

 

Dá um jóia! 5 Novembro, 2008

Arquivado em: Propaganda eleitoral, Uncategorized — Fernando Fontanella @ 7:26 pm
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Essa foi uma eleição em que a maioria dos políticos e o próprio TSE mostraram que ainda “num intenderam a tal da internéti”, enquanto o Obama faz a festa nos E.U.A. principalmente através de uma rede de apoio de cidadãos comuns conectados e, principalmente, doando dinheiro). A maioria das campanhas políticas de prefeitos, inclusive os das grandes cidades, fez um uso muito limitado da web para mobilizar eleitores, informar ou qualquer outra coisa, limitando-se a ter uma página com informações sobre a campanha (zzzzzzz…) ou enviando spam (cada vez que eu ia limpar minha caixa anti-spam do UOL eu via que o Raul Henry tinha me enviado muitos emails… devo ser importante).

Mas de Belo Horizonte saiu um caso interessante e que vale a pena prestar atencão para as próximas campanhas. Lá o Aécio Nevez se articulou com o PT (do prefeito de BH, que não lembro o nome agora, mas que é super bem avaliado) e o PSB para lançar um candidato único à prefeitura, o Márcio Lacerda. Vocês devem ter visto algo sobre isso na imprensa, pois chamou a atenção pelo fato de ser a única capital em que PT e PSDB se aliaram.

Bom, em Minas Aécio parecia que podia tudo, e como o Lacerda contava com essa grande aliança de partidos, pelo que eu li na imprensa nacional na época parecia que o cara ia ser eleito facilmente no primeiro turno. Pois para surpresa geral aconteceu um segundo turno, e a zebra se deu por Leonardo Quintão, um jovem candidato de PMDB que encantou o eleitorado usando uma campanha com tom fortemente emocional (inclusive chorando de emoção no horário eleitoral) e carregado sotaque “caipira” típico de minas, a ponto de ter tantos cacoetes que chega a ser engraçado:

Nesses vídeos dá pra perceber como ele carrega no sotaque (“Beozonti”), adota um tom muito pessoal e espontâneo. Claro que a eleição se definiu por um conjunto complexo de fatores, mas claramente a comunicação havia sido pensada para criar uma simpatia do público por um candidato que seria supostamente “gente como a gente” (um dos slogans de campanha era “gente cuidando de gente”).  Tanto é assim que ele passou a ser questionado sobre o assunto, como mostra esse vídeo de um debate:

Quando a equipe de campanha de Márcio Lacerda se deu conta, estavam enfrentando um segundo turno em que Quintão estava aparecendo na frente das pesquisas. E o mais grave é que o tempo para virar seria muito curto. Olhem para as pesquisas eleitorais das capitais onde houve segundo turno, e os índices de candidatos não mudaram muito entre a primeira e a última na grande maioria delas: isso acontece porque realmente o tempo é curto e muitos eleitores já estão decididos.

Mas não foi o caso de Belo Horizonte. Quintão despencou e acabou perdendo a eleição, e Lacerda ganhou. E agora o que nos interessa nesse post: a principal causa foi uma campanha agressiva e bem sucedida de “deconstrução” da imagem de Quintão que se utilizou de todas as armas, principalmente tentando mostrar que o candidato era um “fake”, inclusive no sotaque. Entre as ferramentas usadas, um vídeo viral impagável de Tom Cavalcanti imitando Quintão e seus cacoetes:

Vídeo não assinado pela campanha de Lacerda (para escapar do argumento de contra-fogo de que “estaria apelando para a baixaria”) e expondo as incongruências de Quintão de forma muito engraçada. Tom Cavalcanti, ao final do vídeo, ainda dá uma mensagem que conduz à conclusão de que Quintão seria “um bom ator”. O vídeo virou pauta da eleição através do boca a boca, e virou piada nas ruas imitar expressões do candidato como “dá um jóia”, “dá pra fazer” e “é gente (fazendo alguma coisa com ) gente”.

É notório que em campanhas eleitorais no Brasil, atacar frontalmente um candidato é muito arriscado, pois o eleitorado brasileiro (diferente do americano) tende a ver muito mal candidatos agressivos. Quem está atrás nas intenções de voto, e depende crucialmente desse ataque para crescer (sim, porque os votos tem que sair de algum lugar, e melhor que seja de quem está ganhando). Nas eleições de Belo Horizonte houve a demonstração de como um uso inteligente (e, claro, bem filha da puta) da internet pode atropelar um adversário antes que ele sequer perceba.

 

“Eu me formei nessa porra…” 29 Agosto, 2008

Arquivado em: trash total adoro — Fernando Fontanella @ 4:18 am
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O assunto que acabou pautando o lado negro da força nessa Semana de Integração na Católica foi a cidadã que incorporou um Exú no debate dos prefeituráveis. Como eu sou do time trash-total-adoro!, confesso que me diverti… sei lá, debate em que todo mundo chega querendo dar pinta de “campanha propositiva” tende a ser meio chato, e um acontecimento desses consegue dar uma certa emoção ao evento. A arruaça só terminou quando alguns professores da menina conseguiram convencê-la a sair do auditório.

Mas o que importa é que, vendo o vídeo da confusão foi impossível não lembrar da meme conhecida como “don’t tase me bro!” de alguns anos atrás. Durante um debate com o candidato democrata John Kerry em uma universidade americana, um sujeito resolveu rodar a Kátia Teles a bahiana e monopolizou o microfone pra perguntar se o Kerry seria da sociedade secreta Skull and Bones, a mesma que conta com Bush entre seus membros. Rapidinho os seguranças da universidade cercaram o cara, e quando ficou claro que ele não ia colaborar, resolveram “convidar” o cara a se retirar, usando inclusive tasers (aquelas maquinhas delicadas de dar choques que podem nocautear um arruaceiro). O vídeo com a gravação do episódio ganhou a internet no boca a boca principalmente pelos inusitado dos apelos do sujeito para que não tomar um taser nas fuças. A frase “Don’t tase me, bro” virou uma espécie de piada interna trash. É só dar uma googada e perceber isso.

Conclusão 1: tenho medo dos seguranças da Católica no dia em que eles tiverem tasers.

Conclusão 2: nah, os seguranças da Católica nem deram as caras. Dêem os tasers para os professores, que foram os reais “pacificadores.

Conclusão 3: mmmmm….. professores com tasers…..