The Ting Tings com a música com refrão que me joga na cara a memória de peixe para nome de alunas (e alunos).
The Ting Tings com a música com refrão que me joga na cara a memória de peixe para nome de alunas (e alunos).
Na aula de quarta comentamos o exemplo da banda Ok Go, que foi muito comentado na época como sucesso de viral, e que me chamou a atenção particularmente pelo senso de participação dos internautas (cada vez que eu digo essa palavra Deus mata um gato). O Youtube é cheio de paródias, os spoofs, em que uma pessoa qualquer de posse de uma câmera barata faz a sua versão trash de um videoclipe, um comercial, um programa de TV ou trecho de vídeo que caia no interesse público. É só ver o caso do Lasier Martins e o famoso vídeo das uvas, que despertou uma série de versões modificadas, melhoradas ou parodiadas.
O Ok Go foi uma banda que fez a fama através de um vídeo divulgado majoritariamente através do Youtube que se tornou bastante popularpor causa do boca-a-boca: eles produziram um novo clipe baseado em uma coreografia legal, mas simples e gravado no quintal de casa, e divulgaram.
Ao mesmo tempo iniciaram um concurso que incentivou as pessoas a reunirem os amigos, gravarem as suas versões e postarem no Youtube. O melhor vídeo, escolhido pela banda, ganharia o direito de acompanhá-los em uma turnê. O resultado foi que pipocaram paródias de todo tipo, e os próprios fãs da banda começaram a editar compilações do que foi chamado de “Ok Go Phenomenon”. Até hoje tem gente fazendo essa dancinha em festa de casamento nos Estados Unidos.
Eles mais ou menos seguiram adiante no uso do viral no vídeo da música Here it goes again, esse sim um hit, e que é baseado em uma idéia muito simples mas ao mesmo tempo muito legal… o uso infantil de esteiras rolantes. Acho que todo mundo que é doente mental quando vê uma esteira dessas pensa em ficar brincando de alguma forma, e os caras conseguiram OITO esteiras para brincar.
Um efeito do buzz que o vídeo despertou foi que muita gente começou a pegar esteiras emprestadas com os vizinhos e tentou imitar a banda em “festivais de talento” do colégio ou fazer sua própria versão do vídeo no Youtube.
Como comentei, exemplo já meio velho (de 2005-2006) e “não publicitário” (?), mas que como tinha gente que não conhecia, vale a pena resgatar. A banda não só “usou” os fãs (tipo “gravem um comercial da Doritos pra nós” ou “criem um slogan pro meu supermercado”), mas de certa forma estes “usaram” a banda pra se divertir (opa, não é isso que a gente geralmente faz com o que as bandas que a gente gosta?). Participação sincera, voluntária e consciente, o que falta para muitas ações de viral que estão sendo tratadas como case por aí.