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Blog preguiçoso de apoio para as aulas e as viagens do prof. Fontanella

Sobre sustentabilidade das mídias sociais 12 Fevereiro, 2009

Arquivado em: social medias — Fernando Fontanella @ 8:26 pm
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A Raquel Recuero escreveu hoje no blog dela sobre as propostas de monetização do Twitter, e aproveitou para comentar sobre as dificuldades e soluções surgidas para a sustentabilidade de diversas mídias sociais, como o Orkut e o Facebook. Ainda não existem modelos consolidados de aproveitamento financeiro ou publicitário desses espaços que sejam realmente novos (ou seja, que não sejam publicidade intrusiva) ou que se provem rentáveis dentro das expectativas. Nesse sentido, a Raquel faz  nesse post uma pequena panorâmica sobre o estado atual das coisas.

É legal prestar atenção no que ela diz, não só porque é uma pessoa que está muito por dentro dessas ferramentas e que geralmente  tem uma perspectiva bastante ampla, mas porque é um momento oportuno. Nas aulas introdutórias das várias disciplinas nesse semestre eu comentei sobre os desafios e questionamentos que o mercado publicitário enfrenta hoje e vai enfrentar nos próximos anos, e também dos riscos de se desenvolver uma visão simplificadora dos problemas para quem quer realmente trabalhar com as novas ferramentas de comunicação.

Para conferir o post, clique aqui.

 

Quem disse que isso é uma mídia? 19 Novembro, 2008

Arquivado em: Pensar propaganda — Fernando Fontanella @ 5:42 pm
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O gerente da Procter & Gamble para “marketing interativo e inovação”, Ted McConnell, ao participar recentemente de um fórum sobre mídias digitais, colocou em questão o “hype” publicitário sobre as mídias sociais e algumas apropriações sobre  e os “we-media”. A crítica se dirige especialmente sobre as inserções de publicidade em redes sociais (leia-se Facebook e Orkut, entre outros). Em uma tradução tosca das palavras dele:

“Eu tenho uma reação a isso como defensor dos consumidores e como anunciante,” ele disse. “O que em nome de Deus fez vocês pensarem que poderiam ganhar dinheiro no espaço em que alguém está rompendo um namoro?”

Mais do que isso, McConnell argumentou que a própria idéia de que as redes sociais seriam uma mídia publicitária é equivocada, pois faltou combinar isso com os consumidores.

“Eu acho que quando chamamos isso de ‘mídias geradas pelo consumidor’ nós estamos sendo predatórios. Quem disse que isso é uma mídia? Mídia é algo que você vende compra e vende. Mídia contem um inventário. Mídia contém espaços disponíveis. Os consumidores não estavam tentando gerar uma mídia, eles estavam tentando conversar com alguém. Logo, isso tudo parece um pouco arrogante… nós sequestramos as conversas deles, os pensamentos e sentimentos deles, e tentamos ganhar dinheiro com isso.”

Resumiu uma das minhas “pulgas atrás da orelha” com o frisson sobre o uso publicitário não só das redes de relacionamento, mas de outros tipos de mídias surgidas nos últimos anos em que o conteúdo é criado pelo usuário, e a publicidade inserida espertamente no meio… websites de blogs (como o wordpress.com ou o blogger) que decidam colocar anúncios nos blogs de seus usuários estariam sujeitos à mesma crítica? A preocupação de McConnell vai em um duplo sentido: na inerente característica intrusiva dessa publicidade, mas também na adequação com o conteúdo, extremamente pessoal, dessas redes.

Via Advertising Age